Dogville
Hoje assisti aqui no Chile o filme Dogville protagonizado pela Nicole Kidman. Para meus amigos que me acompanharam, a atriz era sinômimo de um bom filme, com uma boa estória e muito mais. Não foi essa a conclusão deles após 20 minutos depois do filme ter começado. Se levantaram e foram embora. Fiquei sozinho tentando descobrir o que o filme tinha de bom e no final me surpreendi. Tá certo que o cenário era ruim. O diretor não construiu um cenário de uma cidade normal. As casas não possuiam portas e nem paredes. Construiu uma cidade imaginária onde podia-se ver o interior das casas como um grande "Banco Imobiliário". A estória do filme era sobre uma mulher (Nicole Kidman) fugia de uns bandidos. Abrigou-se na cidade por uns tempos com o consentimento do povo. Trabalhou ali de graça para ganhar a confiança da pessoas e consequentemente manter-se a salvo dos bandidos. No inicio, conseguiu conquistar o povo. Todos passaram a gostar dela e lhe davam presentes. Depois a cidade foi se revelando. Revelando seu lado pobre e podre. Pobre de moral, pobre de valores, pobre de amor próprio. Ela sofreu muito e suportou a todas as maiores maldades e mesquinharias das pessoas que ali moravam. Foi estuprada por todos os homens da cidade, traída e humilhada. Porém, sua fé na bondade do ser humano permanecia intacta.
O final do filme é surpreendente: Os bandidos que a perseguiam eram na verdade comandados por seu pai. Ela tinha fugido dele porque não queria se tornar uma pessoa má: um gangster. O pai perguntou se

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