Segunda-feira , 03 de Maio de 2004

Dogville

Hoje assisti aqui no Chile o filme Dogville protagonizado pela Nicole Kidman. Para meus amigos que me acompanharam, a atriz era sinômimo de um bom filme, com uma boa estória e muito mais. Não foi essa a conclusão deles após 20 minutos depois do filme ter começado. Se levantaram e foram embora. Fiquei sozinho tentando descobrir o que o filme tinha de bom e no final me surpreendi. Tá certo que o cenário era ruim. O diretor não construiu um cenário de uma cidade normal. As casas não possuiam portas e nem paredes. Construiu uma cidade imaginária onde podia-se ver o interior das casas como um grande "Banco Imobiliário". A estória do filme era sobre uma mulher (Nicole Kidman) fugia de uns bandidos. Abrigou-se na cidade por uns tempos com o consentimento do povo. Trabalhou ali de graça para ganhar a confiança da pessoas e consequentemente manter-se a salvo dos bandidos. No inicio, conseguiu conquistar o povo. Todos passaram a gostar dela e lhe davam presentes. Depois a cidade foi se revelando. Revelando seu lado pobre e podre. Pobre de moral, pobre de valores, pobre de amor próprio. Ela sofreu muito e suportou a todas as maiores maldades e mesquinharias das pessoas que ali moravam. Foi estuprada por todos os homens da cidade, traída e humilhada. Porém, sua fé na bondade do ser humano permanecia intacta. 

O final do filme é surpreendente: Os bandidos que a perseguiam eram na verdade comandados por seu pai. Ela tinha fugido dele porque não queria se tornar uma pessoa má: um gangster. O pai perguntou se

Sábado , 01 de Maio de 2004

Dia do trabalhador ou dia do trabalho?

Não tem nada mais depressivo do que passar um feriado como o dia do trabalhador, trabalhando longe de casa. Hoje trabalhei pela manhã. Estou ansioso para terminar as minhas coisas e voltar para o Brasil. Trabalhei até às 13:00 e depois almoçar no shopping com o Paulo e o Arnaldo.

Pensei que poderia distrair minha mente olhando as vitrines das lojas. Só que sou tão burro que me esqueci que com o feriado, o shopping não abria. Tive que me contentar em comer no Tonny Romas(pagando caro pra caramba) e depois ir ao cinema para assistir "Paixão de Cristo". Um Programão!!

O cinema é foda. Sempre lembro de Fernanda quando estou em um. Bate uma saudade. Totalmente depressivo.

E o filme também não ajudou muito. Sai pior do que entrei. Fiquei chocado com as cenas violentas. O Jesus no filme sofria muito. Foi muito torturado. Me sentia na pele dele apanhando. Tive que conter as lagrimas várias vezes durante o filme. Sou muito sensivel para esse tipo de coisa. Odeio violência.